Black Friday: Maquiagem de preço é reclamação mais frequente

Maquiagem de preço representa mais de um terço das queixas recebidas pelo Procon-SP, nas últimas 24 horas, sobre a Black Friday. Cancelamento da compra pela empresa após a finalização do pedido teve cerca de 20% dos registros, seguida de mudança de preços após o item ir para o “carrinho”, com 18%. Ao todo, entre consultas e orientações feitas por meio de redes sociais, foram contabilizadas 274 registros.

— Boa parte das queixas é de consumidores reclamando que os produtos listados nas propagandas da Black Friday sem que tenham nenhum desconto, principalmente, relacionados a smartphones, um dos principais objetos do desejo da promoção. Além disso, tivemos alguns casos de uma venda de monitores, de R$ 3 mil por R$ 1.900, cancelada pela loja, com alegação de erro de preço, que estamos analisando para ver se exigiremos cumprimento da oferta — destacou Bruno Stroebel, supervisor de Fiscalização do Procon-SP.

Segundo Stroebel, algumas redes já estão sendo notificadas e terão que prestar esclarecimentos. Na fiscalização das lojas físicas durante a madrugada, 100% dos estabelecimentos visitados pelo Procon-SP apresentavam irregularidades, diz o Extra.

— Em 44% dos estabelecimentos, na abertura da loja, não havia os produtos anunciados na TV e nos encartes, o que é um absurdo. O consumidor sai de casa atraído pela oferta, mas o produto não existe nas prateleiras da loja — alertou o supervisor de fiscalização da fundação paulista.

Procons de todo o país estão monitorando as ofertas falsas e problemas com lojas físicas e on-line e recomendam que os consumidores denunciem pelo telefone.

23/11/2018

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