Sesau destaca importância do diagnóstico precoce de câncer de mama

O câncer de mama é o tipo de câncer que mais afeta as mulheres brasileiras e quanto mais cedo for descoberto, maiores são as chances de cura. Nesta terça-feira (5), Dia Nacional da Mamografia, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) alerta para a importância do exame preventivo, ou de rastreamento, que é a forma mais eficiente para detecção precoce do câncer de mama.

Conforme dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), são esperados 560 novos casos de câncer de mama este ano em Alagoas. Há um debate sobre a partir de que idade as mulheres devem começar a fazer a mamografia. De acordo com Edla Costa, técnica do Programa da Saúde da Mulher da Sesau, o Ministério da Saúde (MS) preconiza a mamografia de rastreamento bianual entre os 50 e 69 anos para mulheres assintomáticas, ou seja, aquelas que não têm nenhuma suspeita da doença.

No entanto, aquelas com histórico familiar de câncer de mama masculino ou de ovário têm o risco aumentado para a doença. Por isso, devem ter acompanhamento médico individualizado e, se for requisitado, devem realizar a mamografia diagnóstica.

“Estudos demonstram que a detecção precoce do câncer de mama reduz a mortalidade e melhora a sobrevida. A mamografia tem possibilitado que se ofereça a uma importante parcela das pacientes com câncer de mama um diagnóstico, muitas vezes, ainda em fase inicial, ou mesmo pré-invasor. Isso repercute intensamente no prognóstico dessas pacientes, que podem chegar a altos índices de cura com tratamentos cirúrgicos conservadores e, frequentemente, sem a necessidade de tratamentos adjuvantes sistêmicos”, explicou.

Sintomas e atendimento

Segundo Edla Costa, o câncer de mama é um tumor curável em até 98% dos casos, quando detectado na fase inicial, podendo evitar a realização da remoção total da mama e até a morte do paciente. No homem, o câncer de mama é mais raro e representa menos de 1% dos casos, conforme o Inca. Portanto, as mulheres e os homens devem ficar atentos aos sintomas desse tipo de câncer e, assim que um deles for percebido, procurar um médico o mais rápido possível. Em Alagoas, as mulheres sintomáticas e as que estão na faixa-etária preconizada pelo MS devem buscar atendimento em uma Unidade Básica de Saúde (UBS). Lá, a equipe médica vai encaminhar o paciente ao Centro de Referência mais próximo de sua residência.

“Os principais sintomas são a liberação de líquido pelo mamilo, veias facilmente observáveis e que aumentam de tamanho, nódulo ou caroço, vermelhidão, inchaço, calor ou dor na pele da mama, diferença de tamanho entre as duas mamas e presença de um sulco, como se fosse um afundamento de uma parte do seio. Além disso, pode haver também alteração na coloração ou forma da aréola, formação de crostas ou feridas na pele junto do mamilo, alterações do tamanho ou forma da mama, coceira frequente, inchaço e nódulos nas ínguas das axilas e endurecimento da pele da mama, semelhante à casca de laranja”, afirmou.

Estes sintomas, ainda de acordo com Edla Costa, podem surgir em simultâneo ou isoladamente e podem ser indícios de câncer na mama inicial ou já avançado. É que a presença de algum destes sinais não significa necessariamente a existência de câncer na mama, mas deve-se consultar o médico mastologista ou ginecologista, pois pode ser um caso de nódulo benigno ou uma inflamação do tecido mamário, que necessita tratamento.

A melhor forma de identificar essas alterações, como orienta a técnica do Programa da Saúde da Mulher da Sesau, é fazer o autoexame regular da mama, pois ele ajuda a mulher e o homem a entender melhor a anatomia da sua mama ao longo do tempo, permitindo identificar pequenas alterações que possam surgir. Para fazer corretamente o autoexame da mama é importante realizar a avaliação em três momentos diferentes: frente ao espelho, em pé e deitado.

Durante a observação, é importante avaliar o tamanho, forma e cor das mamas, assim como inchaços, abaixamentos, saliências ou rugosidades. Caso existam alterações que não estavam presentes no exame anterior ou existam diferenças entre as mamas, é recomendado consultar o ginecologista ou um mastologista.

“É importante destacar que o autoexame deve se tornar um hábito e deve ser iniciado em mulheres com idade fértil. Depois de construir o hábito de realizar o autoexame, o passo seguinte é observar se há mudanças na mama, como nódulo, inchaço ou secreção do bico do seio. Nesse caso, nada de vergonha ou medo, procure imediatamente o seu ginecologista e informe o que aconteceu, pois o diagnóstico precoce é de extrema importância para proporcionar maiores chances de cura no caso de um câncer de mama”, orientou Edla Costa.

Ascom – 05/02/2019

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